Você tem uma estrela no seu time?

Enquanto lia uma reportagem do El País sobre as recentes desventuras do time do Paris Saint-Germain (PSG) e Neymar. Na matéria o jornalista diz que Neymar se vê isolado do restante do time e comenta de algumas tentativas do presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, tentando resolver o problema.

Enquanto lia a matéria surgiram situações que já presenciei em Times Ágeis. Alguns problemas que achei relevante e devem estar no radar de gerentes, Scrum Masters, Agile Masters e pessoas com papel de gestor.

Cuidado com a Motivação extrínseca

Segundo Martinelli e Bartholomeu a motivação extrínseca a aquela que temos como resposta a algo externo à tarefa ou atividade. Recompensas materiais e sociais e reconhecimento são bons exemplos disso. Todavia, como diz o famoso ditado popular, “dinheiro não traz felicidade”. Para o Neymar, ser o jogador mais bem pago do mundo, sair da sombra do Messi e ganhar a bola de Ouro funcionou por algum tempo. Parece que não mais. Já para o Cavani não funcionou de forma alguma.

Time de estrelas

Não é porque os indivíduos são excelentes que quando eles ficam juntos formam um time. Lembra dos Galácticos do Real Madri: Figo, Zidane, Beckham, Ronaldo (Fenômeno). Individualmente fantásticos, custou mais de 1 bilhão de euros, porém trouxe um resultado pífio.

Por outro lado, um livro que eu recomendo a leitura é Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game escrito por Michael Lewis. Ele fala como o time dos Oakland Athletics considerado mediano e barato se tornou um sucesso da Major League Baseball.

Indivíduo sobre o coletivo

Voltando ao PSG, cada um parece estar pensando em si. O presidente quer um time que acabe com a hegemonia espanhola, Neymar e Cavani querem ser os goleadores, outros jogadores tentam manter seus contratos. Metas individuais se tornam tóxicas para a coletividade.

Falta de liderança clara

O técnico parece estar na “de fora” do problema deixando o presidente, que não está no vestiário, tomar ações (ruins).

Deixa que eu resolvo

O presidente acredita que vai resolver a parada do jeito dele. Dá uma grana para um, manda o recado para outro. A falta de inteligência coletiva e contexto das pessoas de diferentes origens não está sendo considerada e o resultado está deixando as coisas um pouco pior.

Já passei por diversos times de software com algumas dessas características. A solução não é simples e a proporção aqui é bem maior. Todavia, eu sei que é possível revertê-la.

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Avelino Ferreira
Avelino Ferreira
Eu sou um desenvolvedor de software que passou por todas as etapas de TI. Comecei em 1998 com a manutenção de microcomputadores. Em 2000, tornei-me um programador e, desde então, desempenhei o papel de desenvolvedor, analista de sistemas, gerente de projeto, Scrum Master, Product Owner, gerente funcional e Agile Coach. Também vivi diversos modelos de desenvolvimento de software. Comecei com o cascata (programadores e analistas em salas separadas), participei de dois times de implantação de RUP, um de implantação de CMMI e outro de MPS-BR e por fim um com as melhores práticas do PMBOK. Descobri os Métodos Ágeis em 2009. Os resultados que obtive utilizando-os foram tão incríveis que resolvi adotar os valores e princípios ágeis não só na vida profissional, como também na vida pessoal. Nos últimos quatro anos, fui professor auxiliar no desenvolvimento do software Ágil na Universidade Federal do Rio de Janeiro e pai da Mari. Em 2015, tornei-me o Gerente de Desenvolvimento de Software no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Ao longo do tempo, percebi que tinha adquirido algum conhecimento e experiência interessantes na adoção de Ágil. Alguns colegas me chamaram para atuar como Agile Coach na K21, gostaram dos resultados e, desde então, me dedico a essa nova carreira.

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